Como as doenças são nomeadas?

Por gerações, não existiu um modelo muito bem definido de como nomear novas doenças, o que causou algumas controvérsias ao longo dos anos. Apenas em 2015, a Organização Mundial de Saúde decidiu acabar com essa história e publicou um guia de melhores práticas para nomenclatura de novas doenças em humanos.

O material encoraja pesquisadores, cientistas e médicos (ou qualquer um que ganhe a tarefa de batizar uma nova moléstia) a evitarem localizações geográficas, nomes próprios, espécies de animais e termos que “incitem medo exagerado”, tais como “desconhecido” e “morte”.

Em vez disso, a OMS sugere que as novas doenças sejam nomeadas de acordo com termos descritivos, como “respiratório” ou “pulmonar”.

A OMS criou as diretrizes para nos afastar de nomes que soam equivocados demais ou que estigmatizem determinada região ou grupo de pessoas. Tomemos como exemplo o surto de uma nova cepa do vírus H1N1 em 2009. O vírus ficou conhecido como gripe suína mesmo não sendo disseminado por porcos.

Por causa do nome, muita gente ficou temerosa de comer carne de porco e o consumo caiu no mundo todo, O Egito até mesmo tomou a precipitada decisão de abater toda a sua população suína de modo a evitar que a doença se espalhasse, algo completamente inútil e desnecessário.

Batizar uma doença com o nome de uma pessoa, local ou ocupação gera uma série diferente de perigos. Você gostaria de dar um mergulho no rio Ebola ou compraria uma casa em Lyme, Connecticut? Será que você precisa evitar contato com veteranos de guerra se não quer contrair a doença dos legionários?

Nomes esquisitos

E os casos estranhos são muitos, a malária, por exemplo, foi batizada por volta de 1890, vem do italiano para “ar ruim”, apesar de que agora entendemos que o vírus não é transmitido pelo ar. Raiva [Rabies], uma antiga doença citada por nome no Séc. XVI vem do latim para “loucura” ou “fúria”. Por mais que estágios avançados de raiva possam fazer com que as pessoas tenham comportamento anormal e delirante, o nome não explica muito sobre a causa ou como o vírus se espalha.

O Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus tem a palavra final na hora de se classificar uma nova doença, mas muitas vezes um nome coloquial se espalha tão rápido que restam poucas opções ao comitê, como no caso da gripe suína.

Para a OMS os nomes de novas doenças têm que ser, antes de tudo, informativos. “Virologistas, com raras exceções, tentam identificar o agente em si e a área em que ele foi encontrado porque isso é informativo”, ressalta a OMS. “Mas se você batiza uma doença de acordo com uma região, isso gera implicações para turismo e comércio. O nome tem que ser informativo e não pejorativo. São duas coisas que temos que equilibrar.”

Interessante , não é mesmo? Continue acompanhando nosso blog e mantenha atualizado seu conhecimento sobre saúde!

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